17.5.08

Fragmentos de Uma volta ao passado, em uma noite especial...







Esse post está para ser feito há uma semana, mas está atrasado, como quase tudo que tenho feito ultimamente, mas fica valendo assim mesmo, por ter sido sim uma noite muito especial...


No último dia 09 de maio, sexta feira passada, fiz uma volta ao passado, ao assisitir um show que eu sempre quis assistir, desde a minha adolescência, o show dos "Paralamas do Sucesso". Foram muitas as oportunidades durante todos esses anos, eles vinham em cidades vizinhas, por uma única vez estiveram em Barra Mansa, e eu por ter um compromisso no dia, não fui. Foi com uma tristeza imensa que vi o acidente de Herbert Viana, no qual ele quase perdeu a vida, nada de fã fanática, mas sim uma admiradora do trabalho sério que essa banda faz há exatos 25 anos! Admiradora do caráter pessoal de cada um deles, do talento do grande compositor que é Herbert Viana, e da simpatia dessa banda que fez parte de uma época muito boa da minha vida, a adolescência, costumo dizer que as pessoas da minha faixa etária de idade são privilegiadas em relação à música, tivemos muitas bandas, cantores(as) bons naqueles anos.
Seus integrantes desde 1983 são Herbert Vianna (guitarra e vocal), Bi Ribeiro (baixo) e João Barone ( bateria).
A banda faz parte do chamado quarteto sagrado do rock brasileiro, juntamente com o Barão Vermelho, Titãs e Legião Urbana, sendo hoje a que mais se destaca no cenário nacional.
Parecia novela, mas os anos foram passando e eu não conseguia de maneira alguma assistir a um show dos Paralamas do Sucesso, rs...
Até que, esse ano, eles fizeram parte dos artistas que se apresentaram na Exposição Agropecuária aqui de Barra Mansa, foi com alegria que soube da notícia, e por mais de um mês quase, aguardava pelo dia 09 de maio.

Hoje após o show, vejo que aconteceu na hora certa, valeu a pena esperar por todos esses anos, pois foi tudo perfeito...
A começar da companhia, Mário estava comigo, e foi responsável pelo ponto mais alto da noite, ao de repente sair me puxando pela mão, sem que eu soubesse para onde e quando vi, estava a poucos metros do palco, de onde pudemos assitir o show bem de pertinho...Que belo presente, carinhoso e sublime, curtimos tudo ali, cantando, juntos, foi muito especial...
Estávamos também acompanhados de nossos primos, Fê e Adalto, seu marido, nossas companhias constantes e indispensáveis, parceiros de muitas coisas boas que vamos vivendo juntos...Meus irmãos, Kelly e Juninho. Amigos queridos, praticamente irmãos, como Flavinha, Silvinha e Marcilei e o Lucas.
Além de um show de talento em todos os sentidos, Herbert Viana nos dá um show de carisma, e humildade, ao ser o monstro que é mesmo em uma cadeira de rodas. Por vezes me vejo pensando nisso, comparando às atitudes mesquinhas e tão bobas dos homens, apegados a coisas tão mesquinhas como a vaidade, o orgulho, sendo que essas atitudes são tão insignificantes perante a importância desse milagre que é a vida.
Foi sem dúvida uma noite única, especial, valendo a pena esperar por tantos anos, pois ela aconteceu com a companhia perfeita, na hora certa, deixando marcada essa página especial de nossas vidas.



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* AONDE QUER QUE EU VÁ *
Olhos fechados
Pra te encontrar
Não estou ao seu lado
Mas posso sonhar
Aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá
Aonde quer que eu vá
Não sei bem certo
Se é só ilusão
Se é você já perto
Se é intuição
Aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá
Aonde quer que eu vá
Não sei bem certo
Se é só ilusão
Se é você já perto
Se é intuição
Aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá
Aonde quer que eu vá
- Herbert Viana -
Mário meu querido, obrigada!
Te amo...
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Um bom fim de semana a todos, e desde já, um bom início também.
Meu beijo carinhoso,
Cris

8.5.08

Uma Lenda sobre a Honestidade...

Na China antiga, um certo príncipe da região de Thing-Zda estava às vésperas de ser coroado imperador; antes, de acordo com a lei, ele deveria se casar.
Aconselhado por um sábio, ele resolveu convocar todas as jovens da região, para encontrar aquela que fosse a mais digna. Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos para a audiência, sentiu uma grande tristeza - pois sua filha alimentava um amor secreto pelo príncipe.
Ao chegar em casa e relatar o fato à jovem, espantou-se ao ouvir que ela também pretendia comparecer.
- Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes apenas as mais belas e ricas moças da corte. Tire esta idéia insensata da cabeça! Eu sei que você deve estar sofrendo, mas não transforme o sofrimento em uma loucura!
- Querida mãe, não estou sofrendo e muito menos fiquei louca; sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar pelo menos alguns momentos perto do príncipe, isto já me torna feliz – mesmo sabendo que meu destino é outro.
À noite, quando a jovem chegou ao palácio, lá estavam efetivamente todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, as mais belas jóias, e dispostas a lutar de qualquer jeito pela oportunidade que lhes era oferecida.
Cercado de sua corte, o príncipe anunciou o desafio:
- Darei para cada uma de vocês uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a flor mais linda, será a futura imperatriz da China.
A moça pegou a sua semente, plantou-a num vaso, e como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava da terra com muita paciência e ternura - pois pensava que, se a beleza das flores surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se preocupar com o resultado.
Passaram-se três meses e nada brotou. A jovem tentou um pouco de tudo, falou com lavradores e camponeses – que ensinaram os mais variados métodos de cultivo – mas não conseguiu, nenhum deu resultado.
Por fim, os seis meses se esgotaram, e nada nasceu em seu vaso. Mesmo sabendo que nada tinha para mostrar, decidiu retornar ao palácio, sabendo que este seria seu último encontro com o bem-amado.
Chegou o dia da nova audiência. A moça apareceu com seu vaso sem planta, e viu que todas as outras pretendentes tinham conseguido bons resultados: cada uma tinha uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas formas e cores.
Finalmente vem o momento esperado: o príncipe entra e observa cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção. Após passar por todas, ele anuncia o resultado - e indica a filha de sua serva como sua nova esposa.
Todos os presentes começam a reclamar, dizendo que ele escolheu justamente aquela que tinha falhado em sua tarefa.
Foi então que, calmamente, o príncipe esclareceu a razão do seu desafio:
- Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz: a flor da honestidade.
“Todas as sementes que entreguei eram estéreis, e não podiam nascer de jeito nenhum”.
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Sempre gostei de Histórias e Lendas, e é deixando essa antiga lenda para vocês, que retorno a postar aqui no Fragmentos, os dias estão corridos, e sinto muita falta de blogar, visitar os amigos, são coisas que fazem parte da minha vida, mas pretendo postar de acordo com o tempo me permitir, aliado à uma boa dose de boa vontade, e menos preguiça, rs...
Um bom fim de semana a todos...
Às Mamães um dia feliz, repleto de amor...
E a todos vocês a minha amizade, saudade e carinho...
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" Quando se viaja em direção a um objetivo, é muito importante prestar atenção no Caminho.
O Caminho é que sempre nos ensina a melhor maneira de chegar, e nos enriquece, enquanto estamos o cruzando. "

Meu beijo carinhoso,

Cris


23.4.08

Um lindo presente pelo aniversário do Fragmentos de Mim...Mário meu amor, obrigada!


"DANÇA", por Mário Leal.


Não saberia dizer como chegara àquele local encoberto pela neblina. Era noite. Lembrava-se de estar lendo um livro antes de deitar. Uma dessas histórias policiais que tanto o encantavam. E agora se encontrava no meio daquela cerração densa e estranhamente desprovida de umidade. O som da música longínqua o induzia a seguir adiante. Tinha quase certeza de ter identificado vozes alegres sob o som da música dançante.

Ele ultrapassou a enorme porta de folha dupla que dava acesso ao salão, deixando a neblina do lado de fora. O ambiente estava a meia luz. Percebiam-se suas amplas dimensões e as paredes que o isolavam. Em princípio a música convidava a valsar. Sentiu a animação dos convivas. Não observou faces, porém, notou os casais que dançavam e, vez por outra, desfilavam bem na sua frente.

Ficou assim como um expectador até dar-se conta de que estava posicionado exatamente no meio do salão, obrigando os casais dançarinos a desviarem dele ou valsarem ao seu redor.

Isto até perceber que os casais sumiram e o salão ficara repentinamente vazio.

Permaneceu inquieto até entender que a avistara.

Ela estava recostada numa parede de um metro e meio, sobre a qual apoiava os cotovelos. Durante quanto tempo ela o observara antes dele perceber sua presença? Não soube precisar.

A moça dentro de um vestido esvoaçante de tecido alvo e delicado, lembrava-lhe alguma garota de outro século. Os cabelos soltos caiam pouco abaixo dos ombros. O rosto de pele tão clara estampava um sorriso envergonhado mas, ao mesmo tempo, encorajador.

Teve a certeza de que já se conheciam de algum lugar, provavelmente de outras vidas. Então ele se aproximou da garota exatamente quando notara, admirado, que se apresentava em traje de gala tão branco quanto o vestido dela. Fitou-a, emocionado. Sorriu sem jeito. Deixou que suas mãos se tocassem enquanto, num impulso delicado, guiava a dama em direção ao centro do salão deserto.

Movidos talvez pelo perfume de rosas que flutuava no ar ou, quem sabe, pela irresistível música romântica que a antiga Jukebox distribuía pelo ambiente, aconchegaram-se um nos braços do outro.

Não sabiam dançar mas isto pouco importava. Os olhos se encontraram e as palavras foram dispensadas. Conheciam-se sem dúvida alguma, embora nunca antes houvessem se encontrado. Ignoravam como chegaram naquele local acolhedor. Simplesmente se perceberam ali, um à espera do outro, dispostos a dançarem a noite toda.

A música moveu os seus pés. Ele pousou uma mão em torno da cintura dela enquanto a outra lhe tocava as costas.

Ela, por sua vez, se permitiu repousar uma das mãos no ombro largo e a outra na parte detrás do pescoço dele.

Os corpos quentes se reconheceram.

Os passos de dança iniciaram tímida e gradativamente. As faces se colaram e a música suave deixou-os mergulhados em si mesmos, tomados pela voluptuosidade das suas almas juvenis a vaguearem naquele delicioso sonho do qual jamais quereriam despertar.

Até que outro dia amanheceu.

O livro aberto ao lado da cama.

O sol invadindo a janela.

O sonho.

Restava no ar a imensa vontade de dançar com a sua amada esposa: aquela a quem acabara de conhecer enquanto sonhava.

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(Ofereço este conto para a minha amada Cristiane, pela pessoa maravilhosa que é para a minha vida e também como uma especial homenagem ao aniversário do FRAGMENTOS DE MIM.)

22.4.08

" Fragmentos de Mim"...01 Ano!

Lua Adversa


Tenho fases como a lua.

Fases de andar escondida,fases de vir para a rua...

Perdição da minha vida!

Perdição da vida minha!

Tenho fases de ser tua,tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vêm,no secreto calendário que um astrólogo arbitrário inventou para meu uso.

E roda a melancolia

Seu interminável fuso!

Não me encontro com ninguém tenho fases, como a lua...

No meu dia de alguém ser meu

Não é dia de eu ser sua...

E, quando chega esse dia,

O outro desapareceu...

Cecília Meireles
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Há exato um ano atrás, eu "inaugurava", o " FRAGMENTOS DE MIM ", deixando para trás o meu primeiro bloguinho, o " IN THE NAME OF LOVE", essa mudança veio como fruto de um certo amadurecimento, necessidade, e da vontade de fazer algo diferente. O Fragmentos é um blog comum,que retrata no íntimo aquilo que eu sou, sem pretensão alguma de ser algo além disso,somente ser um lugar gostoso onde quem aqui chega se sinta bem, à vontade, um lugar aconchegante, que retrata minha visão da vida, meus sentimentos, meus " Fragmentos"... e que por razões que fogem à minha vontade, ultimamente está um pouquinho abandonado, não posto com a frequência de antes, e isso me faz muita falta, mas são caminhos da vida, que vão nos levando a rumos que me fazem ter menos tempo do que eu gostaria, deixando assim, de me dedicar a ele como eu fazia. Veio o mês de abril e pensei: O Fragmentos faz aniversário, preciso comemorar...comemorar as amizades feitas ao longo desse primeiro ano, as visitas e palavras aqui deixadas sempre tão incentivadoras e carinhosas, e em especial: Comemorar a pessoa melhor que sou hoje, feliz plenamente, e comemorar carinho que tenho por cada amigo que esteve por aqui conosco...
Em abril/2007, exatamente no dia 08, era feito o primeiro post do Fragmentos de Mim, esse poema com o qual inicio esse post de hoje, de Cecília Meireles, iniciava esse blog, que me foi dado de presente, sempre tão carinhosamente, pela minha querida amiga Betty , a primeira amiga que eu fiz no mundo dos blogs, desde o blog anterior e que é uma pessoa muito especial para mim. Com as palavras abaixo escritas, ela mesma nos recebe carinhosamente:
"Querida e doce Cris"

Mais emoções nesse recomeço... Depois da linda despedida do "In The Name of Love", que me comoveu profundamente, encontro aqui a nova estrada por onde caminharemos com você, descobrindo novos fragmentos de nossas almas. Como todo caminho é pleno de encontros, de alegrias, mas também de perdas e algumas lágrimas, quero que saiba: em cada curva dessa estrada conte com a minha amizade; não importa se chorando ou rindo, minhas mãos e meu coração estarão sempre abertos para acolher você.
"E a alma se recompõe em seus infinitos nuances, em seus infinitos fragmentos... "
Betty
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E esteve, desde o início desse caminho, ela esteve comigo, com o coração aberto, e bondoso, me acolhendo, aconselhando, e entendendo, talvez por sermos tão iguais, como ela sempre me diz...rs
Em abril de 2007 eu postei sobre Richard Bach, post feito em homenagem ao
então amigo Mário, escritor que admiramos e gostamos muito, eis que a vida me dá outro presente: Mário, o doce e tão presente amigo, que hoje é amigo, companheiro, cúmplice, e o homem que eu amo.
O mês seguia e nos posts que fiz citei Mário Quintana, o maior de todos os nossos poetas na minha opinião; Postei Rosana Herman, em uma bela crônica; Mostrei minha cidade natal, Barra Mansa, aos amigos da blogosfera; Falei sobre O Grande Mestre Aleijadinho, em um post que eu considero como um dos melhores que eu consegui fazer até hoje; Tiradentes, Descobrimento do Brasil, datas que eu não poderia deixar passar em branco; Dia do Índio, em especial citando a barbárie humana ao falar sobre o assassinato do ìndio Galdino dos Santos, queimado vivo enquanto dormia em um banco de rua em Brasília...Uma linda crônica da Martha Medeiros, uma escritora que gosto muito.
A Cristiane Penaforte que a um ano atrás iniciou esse blog já não existe mais...
Sofreu mudanças, as quais ela sempre buscou...Um ano depois, a Cristiane que aqui escreve é uma mulher diferente, saiu da casca, deixando vir a tona aquela que sempre esteve aqui dentro, e isso tem sido muito bom!
Estou feliz em comemorar esse aniversário, mesmo com toda a minha ausência por aqui...Tudo vai se ajeitando e devagar aprendo a conciliar tudo, em especial a voltar com uma frequência maior aos meus fragmentos...
Convido vocês a continuar comigo até o fim desse mês, que não tarda, e comemorar a amizade, o carinho, a esperança, o amor, que existe dentro de cada um de nós!
" Tú és nuvem, és mar, esquecimento...

És também o que perdeste num momento, somos todos os que partiram...

O reflexo do nosso rosto no espelho muda a cada instante

E cada dia tem seu próprio labirinto

A nuvem que se desfaz no poente é nossa imagem

Incessantemente, uma rosa se converte em outra rosa."
* Jorge Luís Borges *
Meu beijo carinhoso, repleto de agradecimentos, e até daqui a pouco, em um post novo e muito especial...
Cris...

5.4.08

Milagres, Vidas, e cada um de nós...


Deixar de acreditar nos milagres da vida, é cair prisioneiro das garras escuras e tristes da tristeza, pois entrou no rodamoinho dos acontecimentos e é levado, controlado por ele.
Lembre: "no Tempo do Espírito, sempre estamos no começo"; por isso não se apresse, pois ainda que o deseje, não pode iluminar muitos cristais no mesmo instante, ou a sua vida será uma sucessão de histórias inacabadas e mal contadas.
Os Antigos tinham o dia dividido em três partes: A Luz do Dia, das oito da manhã até as dezesseis horas; tempo que usavam para cultivar a terra e arar.
Depois, até a hora grande, a meia noite, era a Luz do Fogo, a hora de sentar-se ao redor do Sol simbólico, a fogueira, e conversar, e aprender.
Na trigésima hora, da meia noite até a uma, havia um dramático equilíbrio psíquico entre os mundos, era quando começava o repouso, até o começo das horas fluidas do dia.
Chamavam a este período a Noite Escura, quando atravessavam o mundo dos sonhos, cheio de armadilhas as quais teriam que sobreviver, com a única arma que podiam levar nessas horas difíceis: o conhecimento adquirido ao redor do Sol Simbólico.
Estes Antigos Seres, conheciam os segredos do tempo, e por isso não viviam apressados, nem deixavam de viver, pois sabiam que além da Noite Escura, o Sol físico lhes traria a vontade de renascer, a cada dia que chegava.
Ao redor da fogueira, o mais importante era a palavra, o conhecimento, que o próprio tempo lhes fazia chegar, em cada centelha daquele símbolo solar que os reunia, e lhes ensinava sobre as suas areias .Eles amavam o Mar e o respeitavam; mas não lhe temiam, pois ao igual a Luz, ele tinha muitas vidas para dar e para levar.Viviam em suas ribeiras e beneficiavam-se dele, porque aprenderam a ouvir os ecos de longínquas histórias, que sua força bravia lhes contava. Não acreditavam como muitos dizem- que o mar terminava, que tinha fim, que do outro lado dele, o mundo terminaria num penhasco; não contrário, sabiam que o Mar estava intimamente conectado com o Céu, O Grande Mar Estelar, e que essa fronteira estava guardada por um Gigante. E é verdade... havia um Gigante, que vivia nas águas, e estava encarregado de manter o equilíbrio, entre o tempo do corpo e o tempo da alma. Ele somente podia deixar passar, os que o fizessem de "corpo e alma", os que tivessem aprendido, o significado de todas as histórias que contavam os cristais, os que tivessem sintetizado as Areias do Infinito e as gotas de Luz que vertem a vida. Hoje, o Gigante dorme nas águas do esquecimento, porque os Antigos Seres compreenderam e foram-se a navegar pelo Mar Estelar; e já nenhum homem lembra nem do Gigante, nem da fronteira entre os mares .Pois assim como velho Mar guarda as histórias dos homens em seus cristais, o Mar Estelar guarda na história dos Deuses, em cada estrela que brilha como um grão de areia."

E para que o Mar Estelar não pudesse ser completamente esquecido, semeou o Velho Mar com as estrelas de mar, como uma conexão inegável entre os dois; também semeou os campos de trigo com douradas espigas, formados por muitas delas, contando uma história que assemelha-se às rodas evolucionarias, formadas por muitas vidas, de seres que juntos, tornam-se o símbolo da Nova Era, pois os grãos de trigo, as areias do Mar, as gotas de Luz da Ânfora da vida e as estrelas do mar, são expressões conjuntas, que formam os Livros de Vida de cada civilização.
Quer aprender? Pergunte ao seu velho amigo o Mar, e ele lhe ensinará; saberá mais do que pode compreender, pois o final da história está no Mar do Céu, e esse, é um amigo exigente que guarda suas fábulas, e suas lendas somente para os escolhidos.
Para os que se escolheram, se separaram da erva daninha e se tornaram trigo; pois suas histórias são somente para os que leram as areias, e beberam da Luz da Vida.
Mas não beba de qualquer água, nem coma de qualquer pão, nem leia qualquer história; procure no fundo da sua alma, aquela que mata sua sede de conhecimento, coma do pão que é produzido pelo trigo verdadeiro, e viva suas próprias lendas juntamente com aqueles a quem você ama, pois se perder seu tempo em outras fábulas, não poderá ler a sua, e sua existência será em vão; deixe que cada qual encontre seu curso.
Pode mostrar-lhes o Caminho, mas não pode caminhar por eles, nem beber por eles, nem comer por eles, somente pode fazê-lo por você mesmo; por isso deixe que o outro encontre a Graça de ler nos Mares, sua própria, eterna e bela lenda.
Lendas de Vida, Luzes que se fazem gotas, grãos de areia que se fazem espiga de trigo, estrelas que se fazem vida, num Infinito que se afigura dourado, como o Sol simbólico de seus Antigos Seres.
Seres que caminharam nas praias ensolaradas e deixaram suas pegadas; abrindo no Mar, um Caminho para que hoje, você possa passar, admirando sua grandiosidade, até que de história em história, de fábula em fábula, de lenda em lenda, chegue a "Terra Prometida": O Mar Estelar


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Um bom domingo, e desde já, um bom início de semana,


Cris...