domingo, 15 de abril de 2012

*


"E no entanto como valera mais se fôssemos da gente média que nos rodeia. Teríamos, pelo menos de espírito, a suavidade e a paz. Assim temos só a luz. Mas a luz cega os olhos… Somos todos álcool, todos álcool! — álcool que nos esvai em lume que nos arde!" 

Mário Sá Carneiro* 

domingo.

"
"Bebido o luar, ébrios de horizontes, 
 Julgamos que viver era abraçar 
 O rumor dos pinhais, 
o azul dos montes 
 E todos os jardins verdes do mar. 

 Mas solitários somos e passamos, 
 Não são nossos os frutos nem as flores, 
 O céu e o mar apagam-se exteriores
 E tornam-se os fantasmas que sonhamos.

 Porquê jardins que nós não colheremos,
 límpidos nas auroras a nascer, 
 Porquê o céu e o mar se não seremos nunca os deuses capazes de os viver." 

 * Sophia de Mello Breyner Andresen

quinta-feira, 22 de março de 2012

Mother*


"..There's the moon asking to stay
Long enough for the clouds to fly me away
Well it's my time coming, I'm not afraid to die

My fading voice sings of love, but she cries to the clicking of time,
Oh, time. Wait in the fire...
And she weeps on my arm
Walking to the bright lights in sorrow
Oh drink a bit of wine we both might go tomorrow
Oh my love...
And the rain is falling and I believe my time has come
It reminds me of the pain I might leave behind... Wait in the fire
And I feel them drown my name
So easy to know and forget with this kiss
I'm not afraid to go but it goes so slow..."

J.Buckley

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Natal



..no momento em que atravessamos em todo o Mundo, é este o meu desejo para 2012.. simples, que haja a possibilidade de Keep on Rockin' in a free World :)

sábado, 17 de dezembro de 2011

Auguries of innocence ~


"To see a world in a grain of sand,
And a heaven in a wild flower,
Hold infinity in the palm of your hand,
And eternity in an hour.

A robin redbreast in a cage
Puts all heaven in a rage.

A dove-house fill'd with doves and pigeons
Shudders hell thro' all its regions.
A dog starv'd at his master's gate
Predicts the ruin of the state.

A horse misused upon the road
Calls to heaven for human blood.
Each outcry of the hunted hare
A fibre from the brain does tear.

A skylark wounded in the wing,
A cherubim does cease to sing.
The game-cock clipt and arm'd for fight
Does the rising sun affright.

Every wolf's and lion's howl
Raises from hell a human soul.

The wild deer, wand'ring here and there,
Keeps the human soul from care.
The lamb misus'd breeds public strife,
And yet forgives the butcher's knife.

The bat that flits at close of eve
Has left the brain that won't believe.
The owl that calls upon the night
Speaks the unbeliever's fright.

He who shall hurt the little wren
Shall never be belov'd by men.
He who the ox to wrath has mov'd
Shall never be by woman lov'd.

The wanton boy that kills the fly
Shall feel the spider's enmity.
He who torments the chafer's sprite
Weaves a bower in endless night.

The caterpillar on the leaf
Repeats to thee thy mother's grief.
Kill not the moth nor butterfly,
For the last judgement draweth nigh.

He who shall train the horse to war
Shall never pass the polar bar.
The beggar's dog and widow's cat,
Feed them and thou wilt grow fat.

The gnat that sings his summer's song
Poison gets from slander's tongue.
The poison of the snake and newt
Is the sweat of envy's foot.

The poison of the honey bee
Is the artist's jealousy.

The prince's robes and beggar's rags
Are toadstools on the miser's bags.
A truth that's told with bad intent
Beats all the lies you can invent.

It is right it should be so;
Man was made for joy and woe;
And when this we rightly know,
Thro' the world we safely go.

Joy and woe are woven fine,
A clothing for the soul divine.
Under every grief and pine
Runs a joy with silken twine.

The babe is more than swaddling bands;
Every farmer understands.
Every tear from every eye
Becomes a babe in eternity;

This is caught by females bright,
And return'd to its own delight.
The bleat, the bark, bellow, and roar,
Are waves that beat on heaven's shore.

The babe that weeps the rod beneath
Writes revenge in realms of death.
The beggar's rags, fluttering in air,
Does to rags the heavens tear.

The soldier, arm'd with sword and gun,
Palsied strikes the summer's sun.
The poor man's farthing is worth more
Than all the gold on Afric's shore.

One mite wrung from the lab'rer's hands
Shall buy and sell the miser's lands;
Or, if protected from on high,
Does that whole nation sell and buy.

He who mocks the infant's faith
Shall be mock'd in age and death.
He who shall teach the child to doubt
The rotting grave shall ne'er get out.

He who respects the infant's faith
Triumphs over hell and death.
The child's toys and the old man's reasons
Are the fruits of the two seasons.

The questioner, who sits so sly,
Shall never know how to reply.
He who replies to words of doubt
Doth put the light of knowledge out.

The strongest poison ever known
Came from Caesar's laurel crown.
Nought can deform the human race
Like to the armour's iron brace.

When gold and gems adorn the plow,
To peaceful arts shall envy bow.
A riddle, or the cricket's cry,
Is to doubt a fit reply.

The emmet's inch and eagle's mile
Make lame philosophy to smile.
He who doubts from what he sees
Will ne'er believe, do what you please.

If the sun and moon should doubt,
They'd immediately go out.
To be in a passion you good may do,
But no good if a passion is in you.

The whore and gambler, by the state
Licensed, build that nation's fate.
The harlot's cry from street to street
Shall weave old England's winding-sheet.

The winner's shout, the loser's curse,
Dance before dead England's hearse.

Every night and every morn
Some to misery are born,
Every morn and every night
Some are born to sweet delight.

Some are born to sweet delight,
Some are born to endless night.

We are led to believe a lie
When we see not thro' the eye,
Which was born in a night to perish in a night,
When the soul slept in beams of light.

God appears, and God is light,
To those poor souls who dwell in night;
But does a human form display
To those who dwell in realms of day."

terça-feira, 23 de agosto de 2011

a curva.



"Para além da curva da estrada
Talvez haja um poço, e talvez um castelo,
E talvez apenas a continuação da estrada.
Não sei nem pergunto.
Enquanto vou na estrada antes da curva
Só olho para a estrada antes da curva,
Porque não posso ver senão a estrada antes da curva.
De nada me serviria estar olhando para outro lado
E para aquilo que não vejo.
Importemo-nos apenas com o lugar onde estamos.
Há beleza bastante em estar aqui e não noutra parte qualquer.
Se há alguém para além da curva da estrada,
Esses que se preocupem com o que há para além da curva da estrada.

Essa é que é a estrada para eles.
Se nós tivermos que chegar lá, quando lá chegarmos saberemos.
Por ora só sabemos que lá não estamos.
Aqui há só a estrada antes da curva, e antes da curva
Há a estrada sem curva nenhuma."

(Alberto Caeiro- POESIA)

terça-feira, 26 de julho de 2011

*


"Caminho: faixa de terra sobre a qual se anda a pé. A estrada distingue-se do caminho não só por ser percorrida de automóvel, mas também por ser uma simples linha ligando um ponto a outro. A estrada não tem em si própria qualquer sentido; só têm sentido os dois pontos que ela liga. O caminho é uma homenagem ao espaço. Cada trecho do caminho é em si próprio dotado de um sentido e convida-nos a uma pausa. A estrada é uma desvalorização triunfal do espaço, que hoje não passa de um entrave aos movimentos do homem, de uma perda de tempo.
Antes ainda de desaparecerem da paisagem, os caminhos desapareceram da alma humana: o homem já não sente o desejo de caminhar e de extrair disso um prazer. E também a sua vida ele já não vê como um caminho, mas como uma estrada: como uma linha conduzindo de uma etapa à seguinte, do posto de capitão ao posto de general, do estatuto de esposa ao estatuto de viúva. O tempo de viver reduziu-se a um simples obstáculo que é preciso ultrapassar a uma velocidade sempre crescente."

Milan Kundera, in "A Imortalidade"

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Elogio ao Amor *


Um texto muito batido aqui na blogesfera, mas que vale sempre a pena recordar..

"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.

O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixonade verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios.Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há,estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.

O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.

O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado,viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não.
Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."

» Miguel Esteves Cardoso

sábado, 23 de julho de 2011

Exilio



"Trago em mim a distância, o resto a falha.
Trago em mim horizontes de silêncio e terra estranha.
Na ruptura do corpo começa a totalidade, o espaço dilatado
de exílio, a curva densa das recordações e dos segredos.
Trago em mim a direcção possivel dos ventos
a rota das tempestades em noites de naufrágio.
E avanço sereníssima, fascinada, por entre a impraticável
solidão dos mares."

Maria Graciete Besse in Errâncias *

domingo, 17 de julho de 2011

THE OPENING OF THE TRUNK



Moment of inner freedom
when the mind is opened and the
infinite universe revealed
& the soul is left to wander
dazed & confus'd searching
here & there for teachers & friends.

Jim Morrison *

sunday



"Stop and appreciate what you have today. Look at what you have with wider eyes, maybe with more compassion and more gratitude for the things that you do have and not the things you don’t have."

» Michael Imperioli

quarta-feira, 13 de julho de 2011

... sobre o Amor *



"Então Almitra disse, fala-nos do Amor.

E ele ergueu a cabeça e olhou para o povo e caiu uma grande imobilidade

sobre eles. E em voz poderosa ele disse:

Quando o amor vier ter convosco,

Seguros embora os seus caminhos sejam árduos e sinuosos.

E quando as suas asas vos envolverem, abraçai-o, embora a espada oculta sob

as asas vos possa ferir.

E quando ele falar convosco, acreditai,

Embora a sua voz possa abalar os vossos sonhos como o vento do norte

devasta o jardim.

Pois o amor, coroando-vos, também vos sacrificará. Assim como é para o

vosso crescimento também é para a vossa decadência.

Mesmo que ele suba até vós e acaricie os mais ternos ramos que tremem ao

sol,

Também até às raízes ele descerá e abaná-las-à

Enquanto elas se agarram à terra.

Como molhos de trigo ele vos junta a si.

Vos amanha para vos pôr a nu.



Vos peneira para vos libertar das impurezas.

Vos mói até à alvura.

Vos amassa até vos tomardes moldáveis;

E depois entrega-vos ao seu fogo sagrado, para que vos tomeis pão sagrado

para a sagrada festa de Deus.

Toda estas coisas vos fará o amor até que conheçais os segredos do vosso

coração, e, com esse conhecimento, vos tomeis um fragmento do coração da

Vida.

Mas se, receosos, procurardes só a paz do amor e o prazer do amor,

Então é melhor que oculteis a vossa nudez e saiais do amor,

Para o mundo sem sentido onde rireis, mas não com todo o vosso riso, e

chorareis mas não com todas as vossas lágrimas.

O amor só se dá a si e não tira nada senão de si.

O amor não possui nem é possuído;

Pois o amor basta-se a si próprio.

Quando amardes não deveis dizer "Deus está no meu coração", mas antes

"Eu estou no coração de Deus".

E não penseis que podeis alterar o rumo do amor, pois o amor, se vos achar

dignos, dirigirá o seu curso.

O amornão tem outro desejo que o de se preencher a si próprio.

Mas se amardes e tiverdes desejos, que sejam esses os vossos desejos:

Fundir-se e ser como um regato que corre e canta a sua melodia para a noite.

Para conhecer a dor de tanta ternura.

Ser ferido pela vossa própria compreensão do amor;



E sangrar com vontade e alegremente.

Despertar de madrugada com um coração alado e dar graças por mais um dia

de amor;

Repousar ao fim da tarde e meditar sobre o êxtase do amor;

Regressar a casa à noite com gratidão;

E depois adormecer com uma prece para os amados do vosso coração e um

cântico de louvor nos vossos lábios."



Khalil Gibran in "O profeta" *

sexta-feira, 8 de julho de 2011

..as she lay with her back against the old earth



"She was breathing deeply, she forgot the cold, the weight of beings, the insane or static life, the long anguish of living or dying. After so many years running from fear, fleeing crazily, uselessly, she was finally coming to a halt. At the same time she seemed to be recovering her roots, and the sap rose anew in her body, which was no longer trembling. Pressing her whole belly against the parapet, leaning toward the wheeling sky, she was only waiting for her pounding heart to settle down, and for the silence to form in her. The last constellations of stars fell in bunches a little lower on the horizon of the desert, and stood motionless. Then, with an unbearable sweetness, the waters of the night began to fill her, submerging the cold, rising gradually to the center of her being, and overflowing wave upon wave to her moaning mouth. A moment later, the whole sky stretched out above her as she lay with her back against the cold earth."

»Albert Camus

terça-feira, 5 de julho de 2011

Há dentre de nós um poço ~



"..Há dentro de nós um poço. No fundo dele é que estamos, porque está o que é mais nós, o que nos individualiza, a fonte do que nos enriquece no em que somos humanos. E a vida exterior, o assalto do que nos rodeia, o que visa é esse íntimo de nós para o ocupar, o preencher, o esvaziar do que nos pertence e nos faz ser homens. Jamais como hoje esse assalto foi tão violento, jamais como hoje fomos invadidos do que não é nós. É lá nesse fundo que se gera a espiritualidade, a gravidade do sermos, o encantamento da arte. E a nossa luta é terrível, para nos defendermos no último recesso da nossa intimidade. Porque tudo nos expulsa de lá Quando essa intimidade for preenchida pelo exterior, quando a materialidade se nos for depositando dentro, o homem definitivamente terá em nós morrido.

Já há exemplos disso. Um dos mais perfeitos chama-se robot. É invencível pensarmos o que será o homem amanhã. E nenhuma outra imagem se nos impõe com mais força. Mas o que desse visionar mais nos enriquece a alma é que o homem então será possivelmente feliz. Porque ser homem não é ter felicidade mas apenas ser humano. Não há grandeza nenhuma feliz e é decerto por isso que se diz que os felizes não têm história. A única felicidade compatível com a grandeza é a que já não tem esse nome, mesmo que o tenha. Chamemos-lhe apenas compreensão ou aceitação."

» Vergílio Ferreira

domingo, 3 de julho de 2011

Domingo.









aos domingos é assim: televisão q.b. (vegetar); fazer aqueles telefonemas à família; ouvir às 7 da tarde, a música que ouvimos às 2h da manhã durante a semana :) *